22 Jan 2026
Agora, podes potencialmente ganhar dinheiro ao adivinhar as respostas a todas estas perguntas.
“Um mercado de previsões é como a bolsa de valores, mas em vez de comprar
e vender empresas, compras ‘sim’ e ‘não’ sobre se algo vai acontecer ou não.”
É assim que Tarek Mansour e Luana Lopes Lara, os fundadores da Kalshi (um dos dois grandes players deste setor, juntamente com a Polymarket), o descrevem.
Os mercados de previsões não são uma novidade. Existem desde o final dos anos 80, mas até recentemente a Commodity Futures Trading Commission (CFTC) só permitia que existissem para fins educativos e de investigação.
Hoje, o CEO da Kalshi diz que “a visão a longo prazo é financiar tudo e criar um ativo transacionável a partir de qualquer diferença de opinião.”
Estas empresas fazem muita publicidade e esforçam-se bastante para se posicionarem como algo diferente do jogo. Argumentam que, no jogo, apostas contra a casa, enquanto num mercado de previsões colocas dinheiro numa opinião, contra as pessoas que fazem a aposta oposta, e a plataforma fica com uma percentagem dos ganhos do vencedor.
Desde o início de 2024, o volume dos mercados de previsões disparou de 100 milhões de dólares para 13 mil milhões de dólares por mês, segundo a Keyrock
e a Dune Analytics, e a Intercontinental Exchange, dona da Bolsa de Nova Iorque, investiu recentemente 2 mil milhões de dólares na Polymarket.
Os defensores destas plataformas chamam-lhes “máquinas da verdade” alimentadas pela “sabedoria das multidões”. O argumento é que os preços são um melhor indicador do que vai acontecer do que sondagens ou outros métodos. (A Polymarket previu o vencedor das últimas eleições presidenciais dos EUA antes da maioria dos meios de comunicação reputados.)


